João Ferreira assume ambição máxima à entrada do Dakar Rally

A contagem decrescente está perto do fim. A poucas horas do arranque do Rali Dakar 2026, João Ferreira prepara-se para voltar a enfrentar a maior prova de todo-o-terreno do mundo com ambição reforçada e a serenidade de quem sabe que o trabalho foi bem feito. O piloto de Leiria entra na edição saudita do Dakar determinado a discutir os lugares cimeiros desde as primeiras etapas, consciente das exigências de uma prova onde nada é garantido.

“Chegámos a este momento bem preparados”, assume o piloto da Repsol Portugal, após um shakedown que deixou sinais claros de confiança. “Serviu para afinar a Toyota Hilux IMT Evo e confirmar que tudo está a funcionar como planeado. O carro esteve irrepreensível e isso dá-nos a confiança necessária para o arranque do Dakar.” Uma confiança construída com método, longe de euforias, mas sem esconder a ambição. “Sabemos que o Dakar nunca é fácil e que tudo pode mudar de um dia para o outro, mas a ambição é clara. Queremos ser competitivos, consistentes e lutar por um resultado de topo.”

João Ferreira compete na categoria Ultimate (T1+), a principal do Rali Dakar, ao volante da Toyota Hilux IMT Evo, integrada num projeto com forte suporte técnico da Toyota Gazoo Racing South Africa. Nesta que é a sua quarta participação na prova, o piloto leiriense volta a contar com Filipe Palmeiro como navegador, uma parceria já testada em cenários de elevada exigência, onde a leitura do terreno, a estratégia e a navegação assumem um peso decisivo.

O Dakar 2026 arranca este sábado com um prólogo de 23 quilómetros cronometrados, disputado entre pequenas colinas e troços de gravilha. Apesar de não apresentar dificuldades extremas, esta primeira etapa exige precisão e concentração, já que as diferenças, mesmo que mínimas, vão definir a ordem de partida para o dia seguinte. Um detalhe que, no contexto do Dakar, pode fazer toda a diferença.

A edição deste ano começa na cidade costeira de Yanbu, na Arábia Saudita, local onde também estará instalada a meta final, no dia 17 de janeiro. Pelo meio, os concorrentes enfrentarão cerca de 7 994 quilómetros de percurso total, dos quais 4 880 serão disputados ao cronómetro, atravessando alguns dos terrenos mais duros e imprevisíveis do planeta.

Para João Ferreira, o desafio é conhecido, mas nunca igual. O Dakar volta a ser um teste à resistência, à inteligência competitiva e à capacidade de gerir o inesperado. E o piloto de Leiria parte para mais uma edição com a ambição bem definida e os pés bem assentes na areia do deserto.

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