João Ferreira terminou o Dakar Rally com a serenidade de quem sabe que o caminho está a ser bem feito — e com a ambição intacta de quem nunca entra numa corrida para cumprir calendário.
Na última etapa, mais curta e solta de exigências extremas, o piloto português e Filipe Palmeiro alcançaram o 7.º lugar, numa jornada que permitiu algo raro depois de duas semanas duríssimas: desfrutar da condução. Sem necessidade de riscos desnecessários, a prioridade foi clara — levar o Toyota Hilux até à meta final, inteiro, competitivo e com boas sensações. Missão cumprida.
O Dakar fechou-se com João Ferreira na 18.ª posição da classificação geral, um resultado que confirma a evolução demonstrada ao longo da prova mais exigente do calendário mundial de rally raid.
“No último dia já deu para desfrutar um pouco mais. Foi uma etapa divertida, sem pressão, e sabe sempre bem terminar o Dakar com um bom resultado. Agora o pensamento já está no Dakar de 2027. Quero voltar com os mesmos objetivos deste ano: vencer. É assim que encaro todas as corridas em que participo. Este Dakar deu-nos muita experiência e confirmou que estamos no caminho certo”, sublinhou o piloto oficial da Toyota Gazoo Racing South Africa, no final da prova.
Com o Dakar Rally concluído — prova inaugural do FIA World Rally-Raid Championship (W2RC) de 2026 — o campeonato segue agora para uma temporada de dimensão verdadeiramente global, com quatro rondas distribuídas por quatro continentes.
A próxima paragem será em casa. O BP Ultimate Rally-Raid Portugal, agendado de 17 a 22 de março, assume-se como a principal prova europeia antes da caravana rumar à América do Sul, com o Desafío Ruta 40, na Argentina, entre 24 e 29 de maio. No outono, o W2RC passa pelo Rallye du Maroc, de 28 de setembro a 3 de outubro, antes de encerrar a temporada no Abu Dhabi Desert Challenge, que pela primeira vez será a prova final do campeonato, entre 22 e 27 de novembro, nos Emirados Árabes Unidos.
O Dakar ficou para trás. O objetivo, esse, mantém-se bem à frente.